quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sobre o que veio e o que vem


Daqui a algumas horas, acaba meu inferno astral e o meu ano começa.
Começa também uma nova Marcella, porque a cada ciclo de 365 dias que se inicia, surge também um ser singular, pleno de desejos e potencialidades. Nasce uma pessoa disposta a fazer, refazer e desfazer. Olhar e ver. Ouvir. Sentir. Essa sou eu. Essa renovada eu. 


Que fica ainda mais velha, mais rabugenta e mais chata. Sim, acreditem, isso é possível. E sim, não me importo. Mentira, mas me importo cada vez menos. Quero me importar menos ainda. Porque essa nova eu é claustrofóbica e não se dá muito bem com caixas, amarras e espaços apertados. Então não ligo não quero ligar se as pessoas se importam com as minhas reclamações. Ou se somente me enxergam através disso. Eu tenho de me conscientizar que a mente limitada é a de quem escolheu me ver por suas lentes tacanhas. Se eu não estou ofendendo nem magoando você, então você não tem nada a ver com isso. Que tal perguntar como eu estou ao invés de me condenar ou tentar me definir? Por um 2015 com mais rotas e menos rótulos.
E só para situar, minhas reclamações não surgem do nada. Eu não sou a chata porque simplesmente nasci para tornar o mundo mais sisudo. De alguma forma eu assumi um papel que precisava ser tomado por alguém. E que vários alguéns tomaram para si. Alguns de forma mais suave, outros ainda mais brutos do que eu. Cansa, dá trabalho e desgasta. Às vezes eu exagero? Sim? Passo do ponto? Também. Os transtornos são temporários, mas os benefícios serão permanentes. Brincadeira. Eu tenho me esforçado para ver o mundo com lentes mais coloridas e tolerantes, até mais benevolentes. Paciente. Buda. Entoa um mantra. Respira. Juro. Nem sempre dá, e começo a rosnar no meio do Ommm. Isso decorre da minha personalidade e das escolhas que fiz para mim e de um sangue com baixo ponto de ebulição também. Do que acredito. Dos meus sonhos. Dos meus ideais. Das batalhas que escolhi lutar. E são muitas, mais até do que sou capaz de dar conta. Mas ainda assim eu tento. E falo isso tanto do aspecto micro quanto do macro. Falo do meu quarto e falo do mundo. Eu tenho tentado chamar as pessoas de idiota com um sorriso no rosto. Desconfio que a maioria não percebe o que estou fazendo, porque burrice é uma zorra, então para mim não funciona. Estou partindo para o xingamento mental.

Sei que o cenário parece meio cinzento, mas não pense você que a coisa só piora com a idade. Somos feito vinho,esqueceu? Ficamos mais do que perfeitos com o tempo eu pelo menos estou ficando mais saborosa, complexa, intensa.... Às vezes eu me questiono se de fato me tornei uma pessoa melhor com o passar dos anos. Eu acreditava que sim, mas de quando em vez me ponho em dúvida. O que é ser melhor? É ser socialmente mais aceita? É me enquadrar em um padrão? Falar menos palavrão? Seguir conceitos e preconceitos? Aceitar que determinadas coisas são assim porque sempre foram assim? Não, para mim não dá. Escolhi o caminho mais difícil e escolheria cem vezes. Aliás continuo escolhendo. Então, no fim das contas, eu me tornei ou não uma pessoa melhor? Sim. Porque estou mais firme de minhas convicções e princípios. Porque não aceito preconceitos e repudio quando percebo em mim mesma qualquer atitude nesse sentido. Porque me tornei uma pessoa menos egoísta o que não quer dizer que eu não seja egoísta. Porque sou disponível. Porque tenho atitudes em busca de uma sociedade mais justa e mais humana. Porque procuro exercer o desapego, ainda que seja taxada de materialista e pouco espiritualizada. [Não me rotule, lembra? Das minhas crenças cuido eu. Do que eu acredito, não acredito, passei a acreditar e deixei de acreditar novamente cuido eu. Se faço oferenda, se rezo uma missa, se vejo gente morta ou se abro um livro de física quântica, isso só me diz respeito. Não me julgue, não me enquadre, eu sou muito mais fluida que seus conceitos estanques.]
Relendo esse texto, ele me pareceu muito mais pesado do que eu gostaria, mas ele tem a carga absolutamente necessária. Para uma cética, eu tenho acreditado muito em determinadas coisas astrológicas. Ou apenas me deixei impressionar. Vai saber. Mas não é por acaso que hoje chegou aos meus olhos esse texto, sobre a missão de cada signo.

"Capricórnio, venha cá...
'A ti, Capricórnio, quero o suor de tua fronte, para que possa ensinar aos homens o trabalho. Não é fácil a tua tarefa, pois sentirás todo o labor dos homens sobre teus ombros; mas pelo jugo de tua carga, te concedo o Dom da Responsabilidade.'
E Capricórnio voltou ao seu lugar.
Principal característica: a persistência
Qualidade: disciplina
Defeito: rigidez"

Assim como chegou até mim um outro texto, falando sobre a previsão dos signos para 2015, em um  momento que foi um pequeno aperitivo do que seria será este ano.

"O caos se manifesta para dar nascimento a uma nova ordem que hoje brota especialmente nos corações capricornianos. Crise é sinônimo de oportunidade. O ano de Marte não perdoa. O que é preciso será preciso e não tem jeito. Você não será mais a mesma."

Tá, é para lutar? Vamos em frente. Mas eu vou com um sorriso no rosto e com o coração leve. Junto de quem vale a pena e de quem queira estar comigo. E que seja divertido esse caminhar, mesmo permeado de percalços. Até porque, pelo que me conste, ninguém nos proibiu de voar. Feliz nascimento para mim.

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